terça-feira, 25 de agosto de 2015

Os Anjos

Os Anjos devem habitar o espaço paranormal, onde acontecem os diálogos das confluências. Eles não se manifestam declarada e/ou explicitamente, participam de nossas vidas ao modo em que as coisas vão acontecendo. Nossa intuição pode às vezes nos dizer, nos mostra-los; mas só nosso inconsciente tem o relatório completo. Eu as vezes, os reconheço quando aparecem nos meus sonhos, nas figuras de outros seres; mas são eles, os Anjos.
Anjos são seres próximos. Bons ou maus? ... Próximos.



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

sábado, 30 de novembro de 2013

Eu em 30/11/2013


Sábado
Final d semana, Novembro The End, clima d virada d ano ... é isso.
Paz Amor Harmonia Luz ... mta coisa solta no ar
Intensidade, volúpias, expectativas, sonhos, desejos, correria, reflexões .... uowww
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Minha Vida
Rita Lee

Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei...

Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz
Entre todos os amores
E amigos
De você me lembro mais...

Tem pessoas que a gente
Não esquece, nem se esquecer
O primeiro namorado
Uma estrela da TV
Personagens do meu livro
De memórias
Que um dia rasguei
Do meu cartaz
Entre todas as novelas
E romances
De você me lembro mais...

Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais...

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Aprendendo a caminhar com Paulo Freire


"Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar.” 
(Paulo Freire)

O feminino em todos nós


Ricardo Mainieri, numa livre associação poética sobre um texto de Dantas Jade


O feminino em todos nós

sobre a minha pele
a poesia

apenas dela preciso

dispenso hidratantes
& outros subterfúgios

nada de máscaras
para fugir de minha real idade

a emoção me basta

que me percorre
poro a poro
pelo a pelo

intensa e elegante
(mente)

Ricardo Mainieri

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Insight/Overnight

Estive notando ... 
nós individualmente e nós coletivamente, nem sempre notamos que crescemos, que evoluímos. Não trabalhamos nossas mudanças. Por apego a preceitos 'iniciais', por comodismo, por 'distração', ou até outros fatores. A verdade é que deixamos passar desapercebidos, jogados a um canto qualquer de nossa vida, conhecimentos e recursos sábios.
E isto nos custa anos de 'inatividade', de estagnação.
Nossa produção intelectual vira dejeto social; e nem todos conseguem conviver com estes resíduos.



domingo, 15 de setembro de 2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Te amo!

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Te amo!
Mas ainda procuro a senha
Que me deixa te contar
Que eu Te Amo!
....Amor.....
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segunda-feira, 11 de setembro de 2006

do Julio Teixeira

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"(simbolos Hermeticos) Sol Central Oitavo Sistema-raiz do universo"
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" terceiro sistema ainda embrionário de ânima, animal, formas astrais..."

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Minha homenagem a este homem de raciocínio singular, especial, Julio Teixeira.

sábado, 9 de setembro de 2006

Lua pequena


Milhões de crianças
Em farra algazarra
De acorda o peito
É quando a praça é o mundo
Em beijos de aves
Caminhos de todos.
Colírios olhos de diamantes
Faz ponto de encontro em gente
Luz sorridente calçada.
Em minério bruto brita
Camas calcarias
Escamas de pele reluz
Alvo domingo de brincar
E ao anoitecer
Cantarolando canções
De acordar lua menina pequena
Faz floresce de mansinho
O sonho sono santo
Das crianças
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MARKO ANDRADE
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Um Homem sensível como poucos. Desarruma as palavras mostrando-nos seu verdadeiro sentido.
Lindo homem! Homem lindo!

quarta-feira, 29 de março de 2006

Adeus


Eu ainda não aprendi a soletrar adeus
E a poeira da estrada
Muito arranha meus olhos
E o tempo que se solta pra me prender
Não sabe da dor e nem de mim
Esse tempo que sempre antecipa o fim
Esquece-me num sonho sem limite
Onde o amor não é azul
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Eu ainda não esqueci você
E menino tolo que sou
Peço sempre ao vento
Pra deixar em seu colo flores caindo
E com cantigas amenas
Peço a passarinhos pra te acordar bem cedo
Com algazarras de felicidades
Da brisa peço um beijo
E no meio da noite
Que anjos te visitem
E que seus olhos brilhantes
Seja sempre a cor da aurora transbordante
E assim eu mesmo de longe
Possa te imaginar sorrindo...
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Gustavo Sinder

Sua Chegada


Hoje golpeou uma brisa nos meus lábios
E eu lembrei seus beijos
Lembrei do raiar doce
Do dia e da boca da noite
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Hoje o dia frígido
Lembra-me seu abraço
Seu agrado abafado
E seu toque cadenciado pelo ardor
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E nesses pensamentos
Meu corpo se arrepia
E meus olhos clareiam
A sua chegada
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E você chega no bico do passarinho
No bálsamo de uma fina flor
Na saudade germinada em lágrimas
E nas loucuras que acenam o amor...
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Gustavo Sinder
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(homenagem a um amigo desconhecido,o autor. Homem sensível e apaixonado)

quarta-feira, 15 de março de 2006

Procissão...


Entre alamedas vazias,
Azulejos decorados
De um sacro silêncio,
Rebocos, beirais, vitrais,
Sinos ecoam incomodam o azul,
As ladeiras de pedra
E os homens a seguir o destino em procissão,
As ladeiras de pedra e os homens a seguir,
As ladeiras de pedra tentam a remissão:
Os homens de pedra a seguir vão,
Os homens de pedra,
Os homens, em vão.
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( do amigo sensível Tonho França )

sábado, 11 de março de 2006

"Chove, de manso, na cidade"


Chora em meu coração
como chove lá fora.
Porque esta lassidão
me invade o coração?
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Oh! ruído bom da chuva
no chão e nos telhados!
Para uma alma viúva,
oh! o canto da chuva!
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E chora sem razão
meu coração amargo.
Algum desgosto? - Não!
É um pranto sem razão.
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E essa é a maior dor,
não saber bem por que,
sem ódio sem amor,
eu sinto tanta dor.
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Arthur Rimbaud

ORAÇÃO DA NOITE



Ajoelhada, ó meu Deus, e as duas mãos unidas,

Olhos fitos na Cruz, imploro a tua graça...
Esconde-me, Jesus! da treva que esvoaça
Na tristeza e no horror das noites mal dormidas,
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Maria! Virgem mãe das almas compungidas,
Sorriso no prazer, conforto na desgraça...
Recolhe essa oração que nos meus lábios passa
Em palavras de fé no teu amor ungidas.
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Anjo de minha guarda, ó doce companheiro!
Tu que levas do berço ao porto derradeiro
O lúrido batel de meu sonhar sem fim,
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Dá-me o sono que traz o bálsamo ao tormento,
Afoga o coração no mar do esquecimento...
Abre as asas, meu anjo, e estende-as sobre mim.
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Auta de Souza
Macaíba - 3 de Abril de 1899.

Movido a


No teu
umbigo bebo
o suco afrodisíaco,
combustível
que move e
segura
o jogo de
cintura.


Xico Sá

quarta-feira, 8 de março de 2006

O HOMEM E A MULHER



O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez o homem para um trono; para a mulher ,um altar.
O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração.
O cérebro produz luz; o coração o amor.
A luz fecundo; o amor santifica.
O homem é o gênio; a mulher é o anjo.
O gênio é imensurável,o anjo indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória;
A aspiração da mulher , a virtude extrema.
A glória traduz grandeza,
A virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia,
A mulher, a preferência
A supremacia representa a força
Á preferência representa o direito.
O Homem é forte pela razão;
A mulher é invencível; pela lágrima.
A razão convence, a lágrima comove.
O Homem é capaz de todos os heroísmos,
A mulher de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é o código,a mulher o evangelho.
O código corrige, o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo, a mulher um sacrário;
Ante o templo nos descobrimos:
Ante o sacrário, ajoelhamo-nos
O homem pensa; a mulher sonha;
Pensar é ter cérebro;
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano,a mulher um lago.
O oceano tem a pérola que o embeleza;
O lago tem a poesia que o deslumbra.
O homem é a águia que voa:
A mulher o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço,
Cantar é conquistar a alma.
O homem tem um farol: a consciência;
A mulher tem uma estrela : a esperança.
Um farol guia, a esperança salva
Enfim o homem está colocado onde termina a terra,
A mulher, onde começa o céu.
(Victor Hugo)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

DESEJOS VÃOS


Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o sol, a luz intensa
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o mar também chora de tristeza...
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos céus, os braços, como um crente!
E o sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as pedras... essas... pisa-as toda a gente!...
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(Florbela Espanca)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

do Miguelito Acosta - Hoje resolvi te escrever uma poesia


Gostaria de ser
O Sol para aquecer
O Luar do seu anoitecer
A Brisa do seu amanhecer
A Morada para te acolher
A Fonte para te dar de beber
O Alimento para te fortalecer
O Teu desejo de obter
O Seu mais belo prazer
A felicidade do seu viver
E fazer parte do seu ser
Isso tudo por você
º
do Miguelito Acosta, amigo orkutiano mui dedicado!

sábado, 11 de fevereiro de 2006

Vendaval



Ó vento do norte, tão fundo e tão frio,
Não achas, soprando por tanta solidão,
Deserto, penhasco, coval mais vazio
Que o meu coração!
Indômita praia, que a raiva do oceano
Faz louco lugar, caverna sem fim,
Não são tão deixados do alegre e do humano
Como a alma que há em mim!
Mas dura planície, praia atra em fereza,
Só têm a tristeza que a gente lhes vê
E nisto que em mim é vácuo e tristeza
É o visto o que vê.
Ah, mágoa de ter consciência da vida!
Tu, vento do norte, teimoso, iracundo,
Que rasgas os robles — teu pulso divida
Minh'alma do mundo!
Ah, se, como levas as folhas e a areia,
A alma que tenho pudesses levar -
Fosse pr'onde fosse, pra longe da idéia
De eu ter que pensar!
Abismo da noite, da chuva, do vento,
Mar torvo do caos que parece volver -
Porque é que não entras no meu penssamento
Para ele morrer?
Horror de ser sempre com vida a consciência!
Horror de sentir a alma sempre a pensar!
Arranca-me, é vento; do chão da existência,
De ser um lugar!
E, pela alta noite que fazes mais'scura,
Pelo caos furioso que crias no mundo,
Dissolve em areia esta minha amargura,
Meu tédio profundo.
E contra as vidraças dos que há que têm lares,
Telhados daqueles que têm razão,
Atira, já pária desfeito dos ares,
O meu coração!
Meu coração triste, meu coração ermo,
Tornado a substância dispersa e negada
Do vento sem forma, da noite sem termo,
Do abismo e do nada!
Fernando Pessoa